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3 DSTs que exigem prevenção e cuidados

O ato sexual, ou cópula, é uma prática natural do ser humano. E isso está relacionado, também, à construção da sexualidade de cada indivíduo. Entretanto, é necessário muito cuidado e respeito com o próprio corpo para evitar problemas, como as doenças sexualmente transmissíveis. Também chamadas de DSTs, esse grupo de efemeridades é considerada a mais comum em todo o mundo. Ou seja, não é preciso se envergonhar por ter contraído, é preciso, sim, ter a consciência de que poderia ter sido evitado e o tratamento deve ser feito à risca. 

Há aquelas que o tratamento na base de remédios já é o suficiente, mas há algumas, como a Aids, que não tem cura e exigem um cuidado extremo para o resto da vida. As formas de prevenção variam. A camisinha, nesse contexto, é o preservativo mais prático e útil na maioria dos casos. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam os seguintes números sobre casos de infecção e transmissão entre a população sexualmente ativa:

  • Sífilis: 937.000
  • Gonorreia: 1.541.800
  • Clamídia: 1.967.200
  • Herpes genital: 640.900
  • HPV: 685.400

Entenda um pouco mais sobre cada uma delas:

Sífilis

A sífilis também é chamada de Cancro Duro e Lues, caracteriza-se por ser uma doença infectocontagiosa sistêmica, o que quer dizer que paulatinamente vai agredindo o corpo todo. Ela é dividida em quatro fases, com períodos de aparecimento agudo e outros de ausência de sintomas. Se tratada precocemente, há chances de cura completa. A transmissão acontece através do sexo sem proteção e o período de incubação da bactéria, a Treponema pallidum, é de uma a três semanas. Saiba os sintomas de cada fase:

Sífilis primária: é diagnosticada pelo aparecimento de ulcerações não dolorosas, mas endurecidas, lisas e que liberam secreções transparentes. Aparece nos lábios, vagina, clitóris, glande e prepúcio. Após 3 ou 4 semanas, o cancro desaparece.

Sífilis secundária: é a fase de disseminação da bactéria pelo corpo, acontece da 4ª a 8ª semana depois da contração.

Sífilis Latente: Não há reações visíveis ao longo dessa fase.

Sífilis Adquirida Tardia: É considerada tardia após um ano de infecção, quando o paciente ainda não se tratou ou foi tratado de forma inadequada. Pode gerar várias complicações, como aborto espontâneo, sífilis congênita, baixo peso, sífilis cardiovascular etc..

Clamídia

A Clamídia é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais disseminadas. Caracteriza-se pelo corrimento uretral, geralmente matinal, de secreção escassa e translúcida. Há muitos casos assintomáticos, como também os que apresentam apenas um ardor genital. Precisa ser tratada para evitar a contaminação das vias genitais por anos, assim como a transmissão.

A prevenção pode ser feita com camisinha ou higienização da região genital após o coito. Já o tratamento é feito com medicação oral ou local, no caso das mulheres.

Gonorréia

Assim como a Clamídia, a Gonorréia é um grande problema para as mulheres por conta do seu fator infertilizador. Os sintomas são secreção purulenta abundante pela uretra masculina e feminina ou pela vagina, e, muitas vezes, é precedido por coceira e ardência miccional. Nas mulheres, os sintomas ou são mais brandos ou inexistentes.

O risco de transmissão, através do ato sexual, é de 90%, considerado altíssimo. O agente é a Neisseria gonorrhoeae e seu período de incubação é de 2 a 10 dias. O tratamento deve ser feito com antibióticos e as sequelas podem ir desde Miocardite, Meningite, Artrite, até a esterilidade feminina.

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