3 novidades em medicamentos lançados em agosto

A ciência, assim como o tempo, não para. Milhões de pessoas estão, no mundo todo, investindo tudo o que podem em pesquisas e estudos para desenvolver medicamentos e curas para doenças. Em agosto, a indústria farmacêutica trouxe grandes novidades para as mulheres, pessoas com problemas de colesterol e o câncer de fígado. Confira:

 1- “Viagra Feminino”

A FDA – Food and Drugs Administration, é o órgão responsável pela regulamentação de alimentos e medicamentos nos Estados Unidos.  A instituição autorizou neste mês a venda do Flibaserin que, apesar de ser chamado de “viagra feminino”, possui funções e indicações bem diferentes.

Indicado para mulheres na pré-menopausa, a droga atua no sistema nervoso e deve ser tomada continuamente, sem resultados imediatos. Os efeitos colaterais podem incluir insônia, tontura, fadiga e sonolência. Diferentemente do que o apelido sugere, o medicamento não atua na melhora da performance sexual.

Desenvolvido para mulheres com problemas de falta de desejo sexual, o remédio deve ser comercializado a partir de outubro com o nome de Addyi.

 2- Injeção contra colesterol alto

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O Rapatha foi regulamentado na última semana de agosto. A droga busca inibir os PCSK9, anticorpos que atuam no fígado para baixar o colesterol ruim (LDL). Como consequência do colesterol alto, cerca de 610.000 pessoas morrem todos os anos de doenças cardíacas nos Estados Unidos.

Indicado justamente para pessoas que, por problemas hereditários, contam com o nível de LDL elevado ou artérias obstruídas, o Rapatha é o segundo remédio injetável do gênero. Uma pesquisa aponta que pacientes que usaram o medicamento por 12 semanas tiveram uma redução de 60% no nível de LDL.

Os problemas estão em alguns efeitos colaterais, que podem causar infecções respiratórias, gripe, dores ou até hematomas no local da aplicação.

 3- Planta “Quina do mato”

Estudo da Universidade Federal de Viçosa comprova, junto a diversas pesquisas, a eficácia da casca da árvore conhecida como Quina do Mato na cura de problemas no fígado, pulmão, pele e até câncer no intestino.

A pesquisa partiu da busca de respostas sobre remédios usados na sabedoria popular. Dizia-se que a Quina do Mato contribuía para problemas digestivos e cicatrização de feridas difíceis. A Bathysa cuspidata – nome científico da espécie, foi testada botanicamente através de extratos vegetais aplicados em animais.

Apesar da comprovação, os pesquisadores afirmam a importância de seguir recomendações médicas e que os estudos continuarão para que a Quina de Mato venha a ser comercializada de forma regulamentada.