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Anemia falciforme: Tratamento da doença evolui

A anemia falciforme é uma das doenças genéticas mais frequentes no Brasil. Segundo estimativas do Ministério da Saúde, cerca de 50 mil pessoas são afetadas pela doença.

No começo de Julho recebemos uma excelente notícia: O transplante de medula óssea, que antes era liberado apenas para pesquisa, agora autorizada como nova opção de tratamento para ser usada em pacientes com anemia falciforme e o melhor, com cobertura pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Este é o único procedimento com possibilidades de cura da doença.

Hoje vamos falar um pouco mais sobre a anemia falciforme e como novo tratamento pode mudar vidas.

Anemia Falciforme

 

Esse é um tipo de anemia genética, ou seja, hereditária, que se manifesta logo nos primeiros dias de vida e é detectada no teste do pezinho. A doença causa alterações nos glóbulos vermelhos do sangue, deixando-os com aspecto de uma foice, diferente do normal, que possuem forma arredondada e elástica.

 

A doença prejudica, principalmente, o transporte de oxigênio do pulmão até os tecidos do corpo.

 

Sintomas da doença

 

Os pacientes com anemia falciforme costumam ter crises intensas de dores pelo corpo. A imunidade também é prejudicada, sendo que ele fica muito mais vulnerável a adquirir infecções e feridas. Esta anemia, além de causar fadiga intensa pode atrasar o crescimento e ainda causar problemas cardiovasculares, pulmonares, renais e neurológicos.

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O que mudou no tratamento?

O paciente com anemia falciforme precisa ter acompanhamento médico durante toda a vida. Isso para controlar a oxigenação e hidratação do corpo, prevenir infecções e ainda cuidar das crises de dores. A doença também requer receber transfusão de sangue com frequência, principalmente quando a imunidade do paciente está baixa. Com todas essas precauções e tratamentos, o estilo de vida do paciente é totalmente modificado, ficando muitas vezes refém da doença.

Até então, os tratamentos utilizados apenas amenizavam os sintomas de quem continha a doença. Porém, com o transplante de medula óssea, o paciente pode até mesmo chegar à cura da doença, já que a medula danificada é substituída por outra sadia.

O transplante de medula óssea foi liberado apenas para casos graves de anemia falciforme, em que há risco de vida.  Um dos critérios para que o procedimento seja realizado, é que o paciente tenha um doador compatível dentro da sua própria família.

Agora queremos saber, o que você achou desse avanço no tratamento da anemia falciforme? Deixe sua opinião aqui nos comentários!