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Avanços e descobertas mais recentes sobre a AIDS

Diversos mitos rondam o surgimento do vírus que amedrontou o mundo e registou a maior epidemia do século XX. Comparável às baixas da 1ª Guerra Mundial, a AIDS é responsável pela morte de mais de 21 milhões de pessoas no globo todo. O Brasil perdeu grandes ídolos por conta de complicações relacionadas à doença, como Cazuza, Caio Fernando Abreu e Renato Russo.

Uma das principais histórias sobre o surgimento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida relata a prática de caçadores africanos que matavam macacos para vender nas vilas. Nessas caçadas, era comum que as presas mordessem os caçadores, assim como era praxe que os africanos carregassem os animais mortos nas costas. O contato do sangue dos macacos com os ferimentos humanos facilitava a transmissão do SIV – vírus que ataca o sistema imunológico dos primatas. Em pouco tempo, surgia a AIDS.

Durante as duas últimas décadas do século XX, o vírus se espalhou pelo mundo de forma quase descontrolada. Entretanto, desde 2005 o mundo vem registrando quedas nos números de morte e infecções ao redor do mundo. Tudo graças às descobertas científicas e médicas que têm contribuído para uma vida mais tranquila, assim como um sentimento de esperança por uma vacina de cura ou combate.

Estratégias de prevenção

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No Brasil, as estratégias de prevenção e tratamento estão sempre em desenvolvimento e são responsáveis pelo aumento da sobrevida dos pacientes. Na Inglaterra, um estudo envolvendo 500 homossexuais sexualmente ativos testou o uso de antivirais no combate à infecção. Os participantes tomavam uma pílula de tenofovir e emtricitabine e, com isso, esse grupo demonstrou estar 86% menos propício a contrair o vírus do que os que não ingerem.

No Quênia, outro estudo envolveu casais sorodiscordantes – onde um era soro positivo e outro era soro negativo. O que não portava o vírus tomava medicamentos prófiláticos pré-exposição, enquanto o portador continuava o tratamento com antirretrovirais. A medida resultou em 96% de prevenção para novos casos.

Copia da ponta

O retrovírus do HIV é difícil de combater justamente pela sua alta capacidade de mutação na configuração das proteínas em sua superfície. Mas estudos comprovam que o HIV não consegue mudar a ponta da proteína que se liga para invadir a célula. Os últimos anos de estudo têm procurado formas para neutralizar essa ponta que funciona como chave para a entrada. Após vários testes, David Nemazee, professor do Instituto de Pesquisa Scripps, na Califórnia, afirma: “A vacina parece funcionar bem em incitar esta resposta primária de anticorpos em nosso modelo com camundongos”. Seria essa uma expectativa para uma vacina em breve?

Cura norte coreana

Na última sexta-feira, 19, a agência de notícias da Coréia Central, partidária da Coréia do Norte, lançou uma nota revelando que a Coréia do Norte possui a cura para a AIDS, Mers, Ebola e Sars. A resposta é um medicamento à base de ginseng cultivado com fertilizantes e elementos raros da terra. O anúncio não tem comprovação científica alguma e a comunidade mundial aposta ser apenas mais um blefe do país asiático.