Dia do Parkinsoniano

O mal de Parkinson é uma doença neurológica que é caracterizada por um distúrbio progressivo do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base, que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano.

A doença é idiopática, ou seja, é uma doença primária de causa obscura. Há degeneração e morte celular dos neurônios produtores de dopamina. É, portanto, uma doença degenerativa do sistema nervoso central, com início geralmente após os 50 anos de idade. Em termos globais, aproximadamente 1% dos indivíduos acima dos 65 anos de idade é afetado pelo mal.

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Sintomas (progressivos ao longo dos anos):

  • Tremores.
  • Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar).
  • Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas).
  • Dificuldade de se equilibrar, de caminhar e de engolir.
  • Deterioração da fluência da fala (gagueira).

Outros:

  • Ansiedade.
  • Depressão.
  • Dificuldades de aprendizagem.
  • Alucinações.
  • Perda de memória.
  • Desmaios.
  • Insônia.
  • Perda do sentido do olfato.
  • Demência. (Curiosidade: No Brasil, apenas 10% dos pacientes com Parkinson desenvolvem demência. Em outros países os números variam entre 20 e 40%).
  • 90% das pessoas com Parkinson sofrem também com algum outro transtorno psiquiátrico em algum momento.

O diagnóstico é feito por clínicas que realizam testes musculares e de reflexos. Um exame pode mostrar:

  • Dificuldade para começar ou terminar movimentos voluntários.
  • Movimentos espasmódicos e rígidos.
  • Atrofia muscular.
  • Tremores.
  • Variação dos batimentos cardíacos.

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Tratamento: Ao contrário do restante do organismo, as células do cérebro, não se renovam. Por isso, nada há a fazer diante da morte das células. A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os remédios e cirurgias, além da fisioterapia e a terapia ocupacional. Todas elas combatem apenas os sintomas. Para retardar o progresso da doença:

             Remédios:

  • Lebodopa. Sinemet. Carbidopa.
  • Pramipexol. Ropinirol. Bromocriptina.
  • Selegilina. Rasagilina.
  • Amantadina ou medicamentos anticolinérgicos – para reduzir tremores precoces ou suaves.
  • Entacapone – para prevenir a quebra da levodopa.

Curiosidade: Diversos medicamentos psiquiátricos, inclusive o antidepressivo mais usado (fluoxetina), podem agravar os sintomas do Parkinson.  Uma opção é a estimulação magnética transcraniana (EMT), porém ela é cara e de difícil acesso. Uma alternativa semelhante e mais acessível é aeletroconvulsoterapia.

                Cirurgias:

  • Na estimulação cerebral profunda (DBS), o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o movimento.
  • Outro tipo de cirurgia destrói os tecidos cerebrais que causam os sintomas do mal de Parkinson.

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Alterações no estilo de vida que podem ser úteis para os parkinsonianos:

  • Boa nutrição e saúde geral
  • Exercícios, mas ajustando o nível de atividade de acordo com os níveis flutuantes de energia.
    • Períodos regulares de descanso para evitar o estresse.
    • Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.
    • Utensílios especiais para comer.
  • Corrimãos colocados em áreas comumente usadas na casa.

 

8 hábitos que deverão fazer parte da rotina do parkinsoniano:

  • Exercite a mente.
  • Pratique Tai Chi Chuan.
  • Pratique Exercícios diários.
  • Pratique Musculação.
  • Aprenda Origami.
  • Trabalhe a fala.
  • Pratique Ginástica facial.
  • Não fuja do Convívio social.

Na data em que se comemora o Dia do Parkinsoniano é importante lembrar que na última década houve uma grande evolução das técnicas neurocirúrgicas e uma melhor compreensão dos mecanismos da doença. Este avanço garante melhor qualidade de vida para o parkinsoniano e esperança de cura para futuras gerações.