Dia Mundial da Hepatite

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Dia 19 de maio é o Dia Mundial da Hepatite, doença caracterizada por uma inflamação no fígado. Essa degeneração pode acontecer por causas diversas,  sendo as mais frequentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios).

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Sintomas – Doença Perigosa e Silenciosa

Hepatites severas possuem indícios específicos, sendo o sinal mais chamativo a icterícia, conhecida popularmente no Brasil por “tiriça” ou “amarelão” que é caracterizada pela coloração amarelo-dourada da pele e áreas conjuntivas. Entretanto, a maioria das hepatites  (90%) é assintomática e/ou carrega sintomas incaracterísticos. Em alguns casos, pode haver sinais como:

  • Cansaço;
  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Tontura;
  • Enjoo;
  • Vômitos;
  • Urina escura;
  • Fezes Claras;
  • Dor abdominal.

 

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Os 3 Tipos Principais

Hepatite A

É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite A, que pode cursar de forma subclínica. Altamente contagiosa, sua transmissão é do tipo fecal oral, ou seja, ocorre contaminação direta de pessoa para pessoa ou através do contato com alimentos e água contaminados, e os sintomas iniciam em média 30 dias após o contágio. É considerada uma hepatite branda, a mortalidade é baixa. O período de incubação do vírus da hepatite A é de 30 dias.

Hepatite B

Sua transmissão é através de sangue, agulhas e materiais cortantes contaminados. Essa hepatite viral também pode ser adquiria por tintas de tatuagens, cera de depilação, ferramentas de manicure, instrumentos de dentistas e relações sexuais. A hepatite B pode conificar e provocar a cirrose hepática. O período de incubação do vírus da hepatite B é de 90 dias. Pode passar também de mãe para filho no momento do parto.

Hepatite C

Os meios de contágio são semelhantes à hepatite B. Entretanto, a hepatite C é de maior preocupação para a Saúde Pública, pois estima-se que 3 % da população mundial esteja contaminada.  A hepatite C é perigosa porque pode cronificar e provocar a cirrose hepática e o hepatocarcinoma, neoplasia maligna do fígado.

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Prevenção

A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene. A vacina específica contra o vírus A está indicada conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A hepatite B  pode ser prevenida, usando preservativo nas relações sexuais e não tendo contato com sangue ou secreções de pessoas contaminadas. Evite o compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear e escovas de dente. Profissionais da área de saúde devem usar equipamentos de proteção individual. Existe vacinação alinhada ao uso de imunoglobulina humana antivírus da hepatite B.

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção, como: cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado.

Tratamento e Cura

As hepatites têm tratamento e grande chance de cura. O procedimento de é um pouco duro, mas é tolerável e restaura a saúde de cerca de 50% das pessoas infectadas.

  • Remédios: Interferon e Ribavirina. Eles devem ser usados em conjunto.
  • Transplante de Fígado: Há duas espécies de transplantes: uma onde somente parte do fígado é removida e receberá parte do fígado de um doador, que se acrescentará ao órgão do receptor, compondo com esse. Na segunda modalidade, é realizada a total remoção do órgão e substituição pelo órgão doado. Esta é a mais comumente realizada nos dias de hoje. A percentagem de sucesso na cirurgia é em torno de 80%