Dia Nacional de Combate ao Câncer

No dia 27 de novembro, o Brasil junta as forças na luta pelo combate ao câncer. A doença, que desenvolve complicações desordenadas no organismo, causando tumores nos órgãos do corpo, somará um total de cerca de 576 mil novos casos no final do ano de 2015. Os especialistas afirmam que são mais de 100 tipos de doenças que provocam o câncer como complicação final.

 

O de Pele do tipo não Melanoma é o que atinge mais pessoas, tanto do sexo masculino, quanto feminino. Entre os homens, o de Próstata, Pulmão e Cólon são os mais registrados depois do de pele. Já entre as mulheres, o de Mama, Colo de útero e Cólon são os principais vilões.

A doença não escolhe idade e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, atinge em torno de 200 mil novas crianças, de até 15 anos, ao redor do mundo todos os anos. Alguns casos são bastante preocupantes e tiram parte da infância, período essencial para o desenvolvimento de um ser humano. No Hospital Pequeno Príncipe, um dos centros de referência do combate ao câncer infantil em Curitiba, o trabalho é permeado de metodologias humanísticas e iniciativas que trazem alegria ao período de tratamento.

Uma história

 

Quem já vivenciou uma situação da doença na família sabe como é difícil a luta para superar o problema. Por esse motivo, o blog da Florence abre esse dia com uma reflexão:

“Eu estava fazendo o meu caminho habitual para o trabalho hoje cedo: seguia pela Brigadeiro Franco, em Curitba, para virar no cruzamento com a Av. Iguaçu, na altura do Hospital Pequeno Príncipe. Estava naquele estado zumbi de sempre, arrastando os pés, com a cabeça no mundo da lua. Até que uma criança de menos de um metro, sem cabelinhos, se jogou na minha frente com os braços esticados. Ela gritava coisas sem sentido e parecia emitir aqueles sons de lutinha de vídeo game.

Logo me coloquei em posição de brincar, para entrar no clima. Foi quando percebi duas mulheres mais velhas sentadas no ponto do ônibus chamando a criança. Bateu aquele constrangimento real, então resolvi continuar meu percurso. Mas, surpresa a minha, a criança se enfiou na minha frente e disse:

 _ Eu só quero que você aperte a minha mão.

Eu não podia negar aquele pedido. Apertei aquela mãozinha minúscula e me preparei pra andar. Mas, novamente, ela se interpôs:

_Agora, pra eu me sentir igual a você, posso passar a mão no seu cabelo? É que eu não tenho.

Nessa hora, eu sorri e me abaixei para ela alcançar meu cabelo. Enquanto ela fazia carinho em mim, eu chorei. Ela se afastou, disse obrigado e foi embora.”

Tratamento humano

 

 A forma de tratamento do câncer infantil é um pouco diferente do adulto. Eles podem ser feitos com os mesmos procedimentos médicos, como quimioterapia, radioterapia ou cirurgia, mas o ideal é que elas sejam tratadas em centros onde outras crianças estejam passando pela mesma intervenção.

O Instituto de Oncologia Pediátrica/Unifesp faz um trabalho importante na consolidação de um método de tratamento mais humano para o câncer infantil. Voltado para um cuidado maior com dimensão biopsicossocial do paciente, de forma menos traumática, lidando com suas subjetividades.

Os principais pontos são a construção de uma estrutura que saia da imagem consolidada de hospital, com espaços recreativos, e a seleção de uma equipe médica com especialização no relacionamento interpessoal infantil.

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