Dica de Saúde - Carnaval e Prevenção

Dica de saúde: no Carnaval, cuidado redobrado para garantir diversão o ano inteiro!

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 340 milhões de casos de DSTS ocorrem por ano e, dentro dessa contagem, não estão inclusos os números referentes ao herpes genital e o HPV. O número é alarmante e é por isso que, principalmente no período de carnaval, investe-se tanto em propagandas que difundam informações sobre o assunto.

Em clima de festa e diversão, é possível conhecer pessoas com as quais se deseja ter um relacionamento temporário, e é ai que o perigo mora. Sem ter a prevenção em mãos, muitas pessoas optam por relacionar-se sem o preservativo por contar com métodos anticoncepcionais como a tabelinha ou a pílula, que não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis.

Quais são as principais doenças sexualmente transmissíveis?

Dica de saúde: carnaval e prevenção, conheça as principais DSTs

(existem vários tipos de DST e a camisinha é o único método anticoncepcional capaz de evitar o contágio)

 

Sífilis: no Brasil, estimam-se cerca de 937.000 casos de Sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum e, em seu primeiro estágio, causa lesões na pele e mucosas.

A Sífilis pode ser caracterizada em três estágios e apresenta longos períodos de pausa entre o surgimento de sintomas, por isso, é preciso estar sempre atento e realizando exames para checar se está tudo em dia com a sua saúde.

  • Sífilis primária: costuma surgir após um período de incubação de cerca de 20 dias após o contágio. Manifesta-se por meio de pequenas ulcerações chamadas de “cancro duro”, aparecendo no pênis, vagina, boca ou reto do infectado. As lesões vaginais podem ser de difícil identificação por ocorrerem internamente por isso é preciso realizar exames ginecológicos regularmente.

Essas lesões desaparecem de forma espontânea após 4 ou 6 semanas e são indolores, o que leva a pessoa infectada a pensar de forma errônea que está curada e livre da doença.

 

  • Sífilis secundária: cerca de 1 a 6 meses após a primeira lesão, surge uma nova manifestação da doença por meio de erupções no tronco, membros, palma das mãos e solas dos pés. Nas mucosas genitais e orais é caracterizada por manchas semelhantes a placas, seguidas pelo crescimento do baço e fígado, mal-estar, cefaleia, febre, diminuição de apetite, dores ósseas e articulares, rouquidão e condilomas planos. Nessa fase a doença é extremamente contagiosa.
  • Sífilis terciária: essa fase da doença pode levar até mesmo anos para se manifestar, nela sugem tumorações amolecidas localizadas na pele e mucosas, também provocando deformidades nas articulações. Outras complicações mais graves surgem nos sistemas nervoso e cardíaco, podendo levar a paralisia geral progressiva, aortite, aneurisma da aorta e outras condições graves capazes de desencadear a morte do infectado.

 

Apesar da gravidade de seus sintomas, a Sífilis é facilmente tratada de maneira prática e de baixo custo, sendo o uso de penicilina por vários dias. É importante que se inicie o tratamento assim que possível, evitando que a doença cause danos irreversíveis.

 


 

Gonorreia: causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e pode ser transmitida por contato oral, vaginal ou anal. Ela se desenvolve em áreas quentes e úmidas do corpo como a uretra, o canal vaginal e todo o sistema reprodutor feminino, incluindo as trompas de falópio, útero e o colo do útero.

As principais manifestações da doença ocorrem nos órgãos genitais, provocando dor, ardência ao urinar, secreção com pus, dor e suor nos testículos, aumento do corrimento vaginal, sangramentos e dores abdominais e pélvicas.

A infecção também pode provocar coceira na região anal, dor e secreções nos olhos, sensibilidade a luz, dor de garganta e dificuldade em engolir e, até mesmo, inchaço de articulações, provocando vermelhidão e deixando a área quente.

Por se tratar de uma doença causada por bactérias, o tratamento é simples e pode ser feito com o uso de antibióticos – mas é preciso lembrar de sempre consultar um médico e ele poderá lhe indicar o melhor antibiótico para o seu quadro. É importante também realizar uma visita de acompanhamento sete dias após o tratamento para certificar que a infecção foi curada por completo.

 


 

 

Clamídia: causada pela batéria Chlamydia trachomatis, a Clamídia pode ser transmitida via contato sexual anal, oral ou vaginal. É a DST mais comum em todo o mundo e pode ser extremamente silenciosa e, se não receber a devida atenção, pode levar a sérias complicações.

Seus sintomas normalmente se manifestam cerca de 3 semanas após o contágio mas, ao se manifestarem, costumam ser fracos e passageiros, fazendo que o paciente erroneamente acredite estar curado. As principais manifestações da doença são: ardência ao urinar, dor abdominal, corrimento vaginal e peniano, penetração dolorosa no ato sexual, sangramento intermestrual e após relações, dor nos testículos, secreção retal e sintomas de doença inflamatória pélvica.

Apesar de serem muitos sintomas, um em cada quatro homens infectados não apresentam sintomas e somente 30% das mulheres manifestam os sinais típicos da infecção. Sendo assim, é preciso sempre realizar exames preventivos quando se está sexualmente ativo e, caso seu parceiro seja diagnosticado, ambos deverão consultar um médico e ele receitará um antibiótico de ação imediata para impedir o desenvolvimento da doença.

Assim como a Gonorreia, o tratamento é realizado com o uso de antibióticos por tempo e frequência determinados pelo seu médico porém, o tratamento de clamídia não garante imunidade para a doença. Sendo assim, é preciso tomar cuidado sempre e evitar que ela retorne.

 


 

 

Herpes Genital: a herpes genital é uma doença extremamente comum causada pelos vírus HSV1 e HSV-2. Ela é transmitida pelo contato sexual desprotegido e pode se espelhar pela boca durante o sexo oral ou pelo contato vaginal durante a relação.

Diferente das DSTs citadas anteriormente, o herpes genital apresenta características visíveis a olho nu e é comumente transmitido pelo contato com a pele de uma pessoa infectada, apresentando lesões como bolhas e erupções. Apesar de ser mais facilmente detectada, existem fases em que a doença não apresenta crise ativa e a pessoa pode nem saber que está infectada.

Como o vírus apresenta essa característica de demonstrar sintomas em determinados períodos de crise ativa, uma pessoa que tenha sido infectada com herpes no passado e que não tenha lesões ativas pode transmitir a infecção para outras pessoas da mesma maneira.

Muitas pessoas não sabem que foram infectadas com o vírus da herpes genital pois ele não costuma apresentar sinais ou sintomas característicos. As manifestações mais comuns da doença podem ser caracterizadas como dores e irritações entre dois a dez dias de contágio, manchas vermelhas e pequenas bolhas esbranquiçadas, úlceras na região genial e dor ao urinar.

Além disso, é possível apresentar sintomas semelhantes com os da gripe em seus primeiros dias de contágio, sendo eles: apetite reduzido, febre e mal-estar, dores musculares na parte inferior das costas, nádegas, coxas e joelhos. Quando a doença começa a apresentar feridas, o toque pode transmitir a doença para outras partes do corpo.

Em uma segunda crise, a doença manifesta-se semanas ou meses após a primeira e costuma ser menos grave e de menor duração, tendo a tendência de diminuir a cada crise. Nesse período (chamado de latência), o vírus permanece adormecido mas pode se reativar ou piorar a qualquer momento, levando a fadiga, irritação genital, menstruação irregular, estresse físico emocional e trauma.

Infelizmente, não existe cura para a herpes genital. O tratamento é indicado para ajudar a evitar a recorrência de crises, evitar complicações graves e, até mesmo, amenizar os sintomas e evitar a transmissão para outras pessoas.

O tratamento é feito com medicamentos antivirais que auxiliam na dor e desconforto enquanto agem para curar as lesões com maior rapidez. É ideal começar o tratamento assim que começar a sentir formigamentos, queimação e coceira no corpo, além do aparecimento de bolhas.

 


 

 

HPV: muito se fala sobre o HPV nos dias de hoje. O condiloma conhecido também por verruga genial, figueira ou cavalo de crista é uma DST causada pelo Papilomavírus humano e, até os dias de hoje, já foram registrados mais de 100 tipos de HPV.

A infeção pelo HPV é muito comum e pode ser detectado por exames de rotina como o Papanicolau – exame rotineiro que deve ser realizados por todas as mulheres. Ainda não se sabe quanto tempo a doença pode permanecer sem apresentar sintomas e quais os fatores que desencadeiam o desenvolvimento de suas lesões, sendo assim, tanto homens quanto mulheres devem procurar por serviços de saúde para consultar-se periodicamente.

Os sintomas mais comuns da doença são o aparecimento de verrugas de tamanhos variáveis. No homem, a manifestação é mais comum na glande e no ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns surgem na vagina, vulva, ânus e colo do útero mas, tanto no homem quanto na mulher, também podem surgir verrugas na boca e na garganta.

Diferente das outras DSTS, o HPV tem uma segunda opção de prevenção que, somado com o uso de preservativo durante a relação, podem proteger da doença. Essa proteção extra são as vacinas bivalente e quadrivalente.

dica de saúde - carnaval e prevenção, vacina HPV

A vacina para o HPV funciona estimulando a produção de anticorpos específicos para cada tipo de HPV, sendo que a quadrivalente previne contra os subtipos 16, 18, 6 e 11 e a bivalente contra os subtipos de HPV 16 e 18. A proteção contra a infecção depende da quantidade de anticorpos produzidos pelo indivíduo vacinado e ainda não tem duração de imunidade determinada. Sendo assim, é estritamente necessário realizar exames periódicos e garantir sua saúde.

O tratamento do HPV varia de caso para caso mas, para a eliminação das verrugas pode ser indicado os métodos de cauterização química ou o uso de cremes e medicamentos via oral que tem como ação a imunologia das células.

dica de saúde: carnaval e prevenção, use camisinha!

Antes de finalizar, é preciso reiterar a importância do uso do preservativo durante as relações sexuais para evitar, não só a gravidez indesejada como também, as doenças apresentadas acima. Muitas vezes é preciso pesar o impacto de uma noite de diversão sem prevenção e o restante de sua vida e sua saúde, por isso, esteja sempre preparado e prevenido, carregando consigo um preservativo – que possui distribuição gratuita nos postos de saúde.