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Entenda sobre as novas regras para cesária em plano de saúde

Na última segunda-feira, dia 6 de julho, entraram em vigor as novas regras instituídas pelo Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para reduzir as cesarianas sem necessidade e estimular o parto normal em planos de saúde. No texto de hoje vamos falar sobre o que realmente mudou. Venha conferir.

Novas regras

Segundo a ANS 84,6% dos partos na rede privada são cesarianas. O número é preocupante, podendo até mesmo ser visto como um problema de saúde público. A regra que entrou em vigor foi a Resolução Normativa Nº 368, que tem como principal intuito informar as gestantes e consequentemente diminuir as cesarianas nas operadoras.

Direito à informação

A gestante e sua família tem como direito acessar os percentuais de partos normais e cirurgias cesarianas realizadas pela operadora, médico e hospital ocorridos por um ano. Além de saber sobre a utilização do partograma, cartão da gestante e da carta de informação à gestante no âmbito da saúde suplementar. As operadoras precisam disponibilizar essas informações no prazo de 15 dias.

Segundo a ANS, ao ter acesso a essas informações, a gestante estará ciente dos riscos que ela e seu filho podem correr ao fazer um procedimento cirúrgico desnecessário. Assim, a mulher estará mais segura para escolher junto ao seu médico qual procedimento seguir, pensando na sua saúde e na da criança.

Cartão da Gestante e Carta de Informação: O Cartão da Gestante é o documento que irá conter todas as informações do pré-natal. Além deste cartão, as operadoras também são obrigadas a oferecer uma Carta de Informação falando sobre os riscos de realizar a cesariana sem necessidade.

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Uso do Partograma: O partograma é um documento gráfico que registra todo o trabalho realizado durante o parto. Com a Resolução Normativa, o uso desse recurso tornou-se obrigatório. Ele deve conter informações importantes como a frequência cardíaca do bebê e frequência das contrações.

Durante o procedimento, caso seja necessário um parto emergencial ou a realização de uma cesária, o médico precisa explicar detalhadamente o motivo por optar por tal procedimento.

Esta é uma ação para coibir as cesárias sem necessidade marcadas antecipadamente.

Os riscos da cesária

A cesariana deveria ser um procedimento a ser seguido apenas em casos necessários, quando há alguma complicação na gestação e uma indicação médica.

Quando realizada em situações desnecessárias, os riscos para a saúde da mulher e do bebê aumentam. Isso porque o parto prematuro eleva em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe, segundo informações da ANS.

Agora queremos saber do nosso leitor, o que você achou das novas regras para reduzir as cesarianas nas operadoras? Deixe a sua opinião aqui nos comentários.