Estudo comprova que amor faz bem à saúde

Um novo estudo deu relevância às relações afetivas entre as pessoas: ter um amor faz toda diferença na saúde em geral. Para a neurociência, o sentimento de amor que sentimos é uma invasão de dopamina que ativa os centros de recompensa do cérebro e produz prazer.

Assim,  um estudo realizado pela Universidade Católica de Brasília apontou que homens com mais de 60 anos e solteiros possuem risco de 61% a mais de morrerem do que os casados. Para as mulheres, as viúvas possuem probabilidade 82% maior de morrerem e as solteiras 35%, se comparadas com as casadas ou em relacionamento estável.

A mesma pesquisa demonstrou que, mesmo em pessoas mais jovens, ter um relacionamento estável leva homens e mulheres a adotarem hábitos mais saudáveis, com a probabilidade de tabagismo entre pessoas solteiras do sexo masculino ser 16% maior.

Elderly Couple Kissing in Meadow --- Image by © Hill Street Studios/Corbis

Quando estamos amando, o cérebro recebe mais sangue e melhora as suas atividades, que se tornam ainda mais intensas quando pensamos na pessoa amada. A oxitocina, o famoso “hormônio do amor”, melhora o desempenho esportivo, principalmente as atividades competitivas. Para completar, o amor e relacionamento estável diminuem o risco para o sistema cardiovascular.

“Quando as pessoas estão em situação de bem estar, estão em condições favoráveis, ou seja, estão em equilíbrio emocional, numa ‘fase boa’. Quando estão amando, a substância do prazer é liberada na corrente circulatória e até mesmo hipertensos e diabéticos conseguem manter os níveis de glicose controlados”, aponta o cardiologista Everton Dombeck, do Hospital Cardiológico Constantini.

O médico aponta ainda que, na paixão, alguns níveis de serotonina, um neurotransmissor que atua no cérebro, são liberados pelo organismo. Tal neurotransmissor regula o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais. Por isso, quem ama sente menos stress e, até mesmo, menos vontade de comer.

(Com informações de Bem Paraná)