Falta de oxigênio no cérebro de fetos aumenta o risco de TDAH

A falta de oxigenação no cérebro de um bebê que ainda está no útero pode aumentar o risco do desenvolvimento de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) na infância. O estudo foi realizado pelo Departamento de Pesquisa e Avaliação da Kaiser Permanente, uma organização sem fins lucrativos. Os resultados foram publicados na revista Pediatrics e contribuem com outras evidências de que os fatores de TDAH vão além dos genéticos, que são os mais conhecidos.

A pesquisa coletou dados de 82 mil crianças de cincos anos de idade. A conclusão do estudo revelou que a privação de oxigênio no cérebro de um feto aumenta, em média, 16% o risco de TDAH na infância. Já se a falta de oxigênio é originada em decorrência de uma síndrome da angústia respiratória – lesão pulmonar em que os alvéolos dos pulmões do bebê não permanecem abertos – o risco pode ser 47% maior. O problema pode ocorrer (34%) também devido a um quadro de pré-eclâmpsia, quando há um aumento da pressão arterial e edemas na grávida.

Os pesquisadores mostraram que a associação entre hipóxia cerebral e TDAH foi mais forte em partos prematuros. Segundo o coordenador do estudo, Darios Getahun, as descobertas podem ter implicações clínicas importantes e, assim, ajudar na identificação de recém-nascidos com maior risco de apresentar TDAH, além de diagnóstico precoce e tratamento rápido.

(Com informações da Veja)