Homeopatia e fitoterapia: saiba as diferenças

A indústria farmacêutica se desenvolve cada vez mais e apresenta medicamentos e tecnologias cada vez mais funcionais para o tratamento de doenças. Na contramão do desenvolvimento e produção química, têm crescido o número de pessoas interessadas em tratamentos alternativos, menos invasivos, naturais ou homeopáticos.

A homeopatia e a fitoterapia têm ganhado espaço entre quem busca uma vida mais saudável, ou a cura de alguma queixa ou doença. Sejam aliadas aos tratamentos alopáticos ou realizados de forma isolada através da indicação de um profissional médico, as práticas mostram bons resultados e em muitos casos dispensam o uso de medicamentos quimicamente manipulados. Apesar de ambas utilizarem recursos naturais para a prescrição dos tratamentos, os medicamentos fitoterápicos e homeopáticos utilizam caminhos bastante diferentes para a promoção da saúde e bem-estar.

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Homeopatia

São manipulações individuais baseadas nas queixas de cada paciente. Ou seja, cada receita é única, com dosagens e combinações específicas.

A homeopatia surgiu em 1796 e foi desenvolvida por Samuel Hahnemann. Através da utilização de substâncias naturais, podendo ser de origem animal, vegetal, ou mineral, o princípio da fitoterapia é o tratamento através da igualdade. Ou seja, o equilíbrio das energias reguladoras promove a saúde do paciente e, para isso, usa-se o princípio da semelhança e a cura de dentro para fora.

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As substâncias manipuladas são trabalhadas em quantidades mínimas através da diluição e dinamização.

O médico homeopata tem a finalidade de prescrever um medicamento que seja capaz de causar os sintomas semelhantes aos que se deseja combater, estimulando o organismo a reagir contra a doença. A lógica é a mesma utilizada na aplicação das vacinas, onde o vírus é enfraquecido para que o organismo crie resistência a ele. O conceito de equilíbrio do organismo se dá quando há o equilíbrio homeostático, resultando na retomada do estado saudável do indivíduo, numa associação mental e física.

 

A fitoterapia

A prática é bastante antiga e não se sabe ao certo quando teve início. Vinculada às práticas culturais e locais, a fitoterapia se baseia no uso de plantas na cura de doenças e enfermidades. A produção dos medicamentos é feita através de extratos vegetais, sem isolamento dos princípios ativos. Chamados de fitocomplexos, a extração utiliza todas as substâncias encontradas na planta. Os produtos podem resultar em pomadas, chás, inalantes, comprimidos ou farelos, que auxiliam na aquisição de mais qualidade de vida e bem-estar, associados ou não aos tratamentos alopáticos.

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A fitoterapia, apesar de natural, é regulamentada e também deve ser prescrita por um médico habilitado. No Brasil, os medicamentos fitoterápicos obedecem à regulamentação estabelecida pela ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, necessitando de registro ou sendo manipulados apenas com receita médica em farmácias habilitadas.

Qual é melhor

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Os dois recursos utilizam tratamentos menos invasivos e menos químicos para a obtenção de saúde e bem-estar. Apesar de mais naturais, tanto a fitoterapia quanto a homeopatia necessitam de acompanhamento médico e prescrição por profissionais. Através de manipulações específicas, cada paciente pode aliar as práticas também com alopatia, sendo complementos na recuperação.