OMS: violência contra mulheres é epidemia de saúde global

 

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou em relatório na última quinta feira, dia 19 de junho, que mais de um terço de todas as mulheres do mundo são vítimas de agressões físicas ou sexuais, o que representa um problema de saúde global com proporções epidêmicas. A maioria das mulheres sofre agressões e abusos de seus maridos ou namorados, e sofrem problemas de saúde comuns que incluem ossos quebrados, contusões, complicações na gravidez, depressão e outras doenças mentais.

“Esta é uma realidade cotidiana para muitas, muitas mulheres”, disse Charlotte Watts, especialista em política de saúde na Escola de Higiene & Medicina Tropical de Londres e uma das autoras do relatório. O documento, uma coautoria de Watts e Claudia Garcia-Moreno, da OMS, concluiu que quase dois quintos (38%) de todas as mulheres vítimas de homicídio foram assassinadas por seus parceiros, e 42% das mulheres que foram vítimas de violência física ou sexual por parte de um parceiro sofreram lesões como consequência.

 O relatório constatou que a violência contra as mulheres é uma das causas para uma variedade de problemas de saúde agudos e crônicos, que vão desde lesões imediatas e infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, a quadros como depressão e outros transtornos de saúde mental. As mulheres que sofrem violência de seus parceiros são 1 vez e meia mais propensas a ter sífilis, clamídia ou gonorreia. E, em algumas regiões, incluindo a África Subsaariana, têm 1 vez e meia mais probabilidade de serem infectadas com o vírus da aids, diz o relatório.

A OMS está emitindo orientações para os profissionais de saúde sobre como ajudar as mulheres que sofrem violência doméstica ou sexual. Eles salientam a importância de treinar os profissionais de saúde para reconhecer quando as mulheres podem estar em risco de ser agredidas pelo parceiro e saber como agir.

Em um comunicado que acompanha o relatório, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a violência causa problemas de saúde com “proporções epidêmicas”. “Os sistemas de saúde do mundo podem e devem fazer mais pelas mulheres que sofrem violência”, afirma.

Com informações da Veja