Pneumonia – Sintomas, Tratamento e Prevenção: saiba mais e se proteja nesse inverno

Com o clima frio dessa época do ano, é preciso tomar cuidado dobrado com a saúde. Especialistas estimam que, durante o inverno, a incidência de doenças respiratórias pode aumentar até 30% em relação as outras estações. Isso acontece porque as pessoas tendem a passar mais tempo em ambientes fechados, além do fator biológico, já que o sistema imunológico funciona mais lentamente quando as temperaturas estão baixas. A situação é ainda pior para quem já tem doenças crônicas, como asma e rinite.

Uma das infecções que dispara o alerta vermelho nos consultórios médicos quando a temperatura cai é a pneumonia, que apesar de ser uma doença comum, chegando a atingir 450 milhões de pessoas por ano, ainda possui altos índices de mortalidade. A situação mais preocupante é entre as crianças, já que a pneumonia aparece como a terceira causa de morte mais comum entre os menores de 5 anos, fazendo 1,8 milhões de pequenas vítimas no mundo todo anualmente.

O que é Pneumonia?

Basicamente, pneumonia é uma infecção nos pulmões. Assim como infecções em outras partes do corpo, pode ser causada por vários fatores, como vírus, bactérias, fungos e parasitas. Acontece quando o agente infeccioso entra no espaço alveolar, um tecido que sempre deve estar muito limpo, sem absolutamente nenhuma sujeira, já que é o local onde ocorrem as trocas gasosas – ou seja, onde o ar entra em contato com o sangue, levando oxigênio.

Os alvéolos – pequenas estruturas pulmonares que, juntos, lembram uma colmeia de abelha – devem estar completamente desobstruídos para que ocorram as trocas gasosas, cruciais para a sobrevivência do ser humano.

Os alvéolos – pequenas estruturas pulmonares que, juntos, lembram uma colmeia de abelha – devem estar completamente desobstruídos para que ocorram as trocas gasosas, cruciais para a sobrevivência do ser humano.

Tipos de Pneumonia

 

A pneumonia viral é extremamente contagiosa. É recomendado que os pacientes infectados usem máscaras, além de separarem seus próprios talheres e copos dos outros membros da família, para evitar o contágio.

A pneumonia viral é extremamente contagiosa. É recomendado que os pacientes infectados usem máscaras, além de separarem seus próprios talheres e copos dos outros membros da família, para evitar o contágio.

Os tipos de pneumonia são classificados de acordo com o agente causador. São três os mais comuns: bacteriana, viral e fúngica que, como os nomes sugerem, são causadas por bactérias, vírus ou fungos, respectivamente. O tipo de pneumonia pode ser identificado através de exames de sangue.

De maneira geral, os sintomas das pneumonias causadas por bactéria e vírus são muito semelhantes. A diferença encontra-se no tratamento: enquanto a viral é tratada com antivirais, a bacteriana responde apenas á antibióticos de amplo espectro, tipo de remédio que é eficaz contra vários tipos de bactérias. Além disso, um ponto importante é que a pneumonia bacteriana não é contagiosa, ao contrário da pneumonia viral.

Já a pneumonia por fungos é um pouco mais agressiva que os outros tipos, embora também seja mais rara. Geralmente, a pneumonia fúngica só se desenvolve em pessoas portadoras de outras doenças ou que estejam com um sistema imunológico muito debilitado, como pacientes soropositivos ou que tenham acabado de passar por uma cirurgia complicada, como um transplante de órgãos, por exemplo. Dependendo do fungo causador da doença, assim como a viral, a pneumonia por fungos pode ser contagiosa. Além disso, a evolução da doença também é mais rápida em relação aos outros tipos.

O tratamento deve ser feito com medicamentos antifúngicos. Dependendo da gravidade do caso, o paciente pode ser internado e receber os medicamentos via intravenosa por um período que varia entre 48 e 72 horas.

Sintomas de Pneumonia

 

Febre típica de pneumonia começa repentina e alta, geralmente acima dos 38,5º C.

Febre típica de pneumonia começa repentina e alta, geralmente acima dos 38,5º C.

 

Os sintomas de todos os tipos de pneumonia são, em geral, muito parecidos. São eles:

• Febre alta;
• Tosse;
• Dor no tórax;

• Desconforto no peito
• Falta de ar;

• Roncos no peito;
• Secreção de muco de cor amarelada ou esverdeada;
• Sensação de prostração, fadiga ou abatimento físico;

• Casos mais avançados podem resultar em toxemia (intoxicação resultante da difusão de bactérias pela corrente circulatória, também conhecida como intoxicação sanguínea), cujos principais sintomas são taquicardia e queda repentina de pressão.

• Em idosos, pode acontecer também um quadro de confusão mental, caracterizado por tonturas, dor de cabeça, tremor descontrolado, comportamento agressivo e dificuldade para lembrar informações básicas, como o lugar onde se encontra, por exemplo.

 

Além dos sinais listados acima, a pneumonia fúngica ainda tem alguns sintomas específicos:

• Manchas vermelhas na pele;

• Rigidez no pescoço, a ponto de gerar dificuldade para virar a cabeça para os lados.

O diagnóstico de pneumonia pode ser feito através de um exame de raio-x. Uma mancha opaca em um ou em ambos os pulmões é um sinal típico da doença.

 

Grupos de risco

 

Devido ao grande número de secreções acumuladas nos alvéolos, é comum que o paciente ouça roncos no peito e nas costas ao respirar. Os ruídos também são fundamentais para o diagnóstico correto.

Devido ao grande número de secreções acumuladas nos alvéolos, é comum que o paciente ouça roncos no peito e nas costas ao respirar. Os ruídos também são fundamentais para o diagnóstico correto.

 

• Crianças menores de 5 anos, principalmente bebês;

• Idosos a partir dos 65 anos;

• Portadores de doenças respiratórias como fibrose cística, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica;

• Portadores de doenças que tendem a prejudicar o sistema imunológico ou baixar as defesas do organismo, como diabetes, insuficiência respiratória e anemia falciforme;

• Portadores de HIV;

• Pessoas que tenham passado por transplante de órgão ou de medula óssea recentemente;

• Pessoas que estejam fazendo quimioterapia ou tenham concluído o tratamento recentemente;

• Fumantes;

• Subnutridos;

• Pessoas que tenham tido gripe recentemente e não tenham feito o tratamento adequado.

 

Tratamento de Pneumonia

O tratamento é feito com o remédio específico para o agente infeccioso causador da doença – antiviral, antibiótico ou antifúngico. Nos casos mais simples, o paciente pode se tratar em casa. Uma vez que o infectado começa a se medicar, as melhoras devem começar a aparecer em torno de 4 ou 5 dias.

 

Em alguns casos, a inalação pode ser um tratamento recomendado para a pneumonia.

Em alguns casos, a inalação pode ser um tratamento recomendado para a pneumonia.

 

Já em casos mais avançados, com febre acima de 39ºC, quando o paciente está em algum grupo de risco ou não reage ao tratamento após alguns dias, pode ser recomendada a internação. Idosos e crianças pequenas, principalmente abaixo dos 2 anos, geralmente precisam ser tratados no hospital.

O tratamento da doença costuma durar pouco mais de uma semana, mas pode chegar a um mês em casos mais graves.

Prevenção da Pneumonia

 

Vacina contra a bactéria Streptococcus pneumoniae é grande aliada da prevenção a pneumonia bacteriana.

Vacina contra a bactéria Streptococcus pneumoniae é grande aliada da prevenção a pneumonia bacteriana.

 

• Lavar bem as mãos com frequência é a melhor forma de combater a pneumonia e outras doenças causadas por agentes infecciosos, principalmente em épocas de contágio, como o inverno, por exemplo;

• Para quem está em algum grupo de risco, é recomendável também se vacinar contra a gripe sazonal, já que o sistema imunológico fraco em decorrência de uma gripe comum pode favorecer o aparecimento de infecções mais graves;

 

Se você tem filhos pequenos, algumas dicas de prevenção podem ser valiosas:

• Se possível, garanta que seu filho ou filha mame no peito até, pelo menos, os 6 meses de vida. O leite materno tem muitos nutrientes fundamentais para o desenvolvimento do bebê;

Evite fumar perto de crianças, principalmente menores de 3 anos, que ainda estão em fase de desenvolvimento pulmonar;

• Vacine seu bebê contra influenza e, principalmente, pneumococos – esta última, além de prevenir contra a pneumonia, mantém seu filho seguro quanto à meningite, sinusite e infecções de ouvido bacterianas.

 

Por que pneumonia mata?

Crianças são as vítimas mais comuns da pneumonia devido a fragilidade de seu sistema imunológico.

Crianças são as vítimas mais comuns da pneumonia devido a fragilidade de seu sistema imunológico.

 

Atualmente, com antibióticos modernos e poderosos, a pneumonia mata com uma frequência muito menor do que no passado. Entretanto, a doença é muito perigosa para menores de 5 anos e maiores de 65. No caso das crianças, o sistema imunológico ainda em desenvolvimento favorece a evolução do quadro para uma infecção generalizada ou insuficiência respiratória.

Já para os idosos, o problema está num fenômeno chamado imunosenescência, o envelhecimento do sistema imunológico. Com o passar do tempo, os mecanismos de defesa do organismo começam a apresentar deficiências, se tornando ineficazes no combate a certas doenças.

Em adultos saudáveis, os casos de óbito são raros. Quando acontecem, as causas mais comuns são negligência ou problemas relacionados à automedicação, quando, por exemplo, o indivíduo toma antibióticos por conta própria e acaba fortalecendo a bactéria responsável pela pneumonia. Nesse grupo, o perigo mais iminente é o de septicemia – uma infecção generalizada no organismo, que acontece quando o agente infeccioso cai na corrente sanguínea.

A atenção também deve ser redobrada para quem está nos grupos de risco. De qualquer forma, o mais correto é procurar um médico ao menor sinal de pneumonia. Se descobrir a doença ainda nos estágios iniciais, o paciente pode fazer o tratamento em casa e, em cerca de oito dias, voltar a sua vida normal. Mas lembre-se, a prevenção e o cuidado são sempre os melhores remédios!

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pneumonia