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Transtorno Bipolar: sintomas, tipos e tratamento

Com a revelação da ex-atleta olímpica americana, Suzy Hamilton, de que a depressão e a bipolaridade a haviam levado para o mundo da prostituição, o assunto entrou em debate no espaço público novamente. Diversos mitos e inverdades rondam esse transtorno que precisa ser diagnosticado e tratado com cuidado.

Hamilton conta que logo depois da sua decaída no esporte – ela era corredora da equipe dos Estados Unidos – sentiu-se com uma depressão profunda. Os médicos, então, receitaram medicamentos que, para pessoas com o transtorno bipolar, tinham efeitos de intenso libido sexual. E assim começou a sua vida dupla e sua carreira como prostituta em Las Vegas.

Ao longo de sua história, publicada no livro Fast Girl, os leitores podem se confundir e acreditar que essa vida dupla é o que configura uma pessoa bipolar. Não necessariamente. O blog da Florence desmistifica e explica as situações que envolvem o transtorno bipolar:

A Doença

Também chamada de Doença Maníaco-Depressiva, o transtorno se configura por variações constantes no humor e a presença esporádica de sintomas depressivos. Esse tipo de crise pode ser leve, moderada ou intensa e é dificilmente percebido pela pessoa portadora.

Essas crises afetam o estilo de vida da pessoa, mudando a forma que sente e vive experiências, a forma que se relaciona com pessoas e até o seu jeito de ser. A bipolaridade pode aparecer em qualquer fase da vida, tanto antes quanto depois da adolescência, e se caracteriza por dois tipos de crises: a de mania e depressão.

Tipos de acesso

São chamados de mania e depressão. Um acesso de depressão é quando a pessoa passa por um estado de tristeza e angústia por um período do dia ou até mesmo vários dias seguidos. Já o sintoma de mania é um espírito mais eufórico e efusivo. Quando aumentado progressivamente pode resultar em irritabilidade e explosões de humor.

Tratamento

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Os ciclos de crises variam muito, há quem tenha até 4 por ano, assim como há quem tenha dois na vida toda. Em qualquer um desses casos, o tratamento é uma peça fundamental para prever uma crise a manter o controle.

Tal tratamento é feito através de medicamentos que controlam os níveis de humor. Não existe uma cura por completo para a doença, mas a medicação reduz consideravelmente as probabilidades de crises e promove maior controle sobre o transtorno. Os medicamentos geralmente são: Olanzapina, a Lamotrigina, o Valproato, Carbonato de Lítio, Quetiapina, Carbamazepina, Risperidona e Ziprasidona.

Tem alguma dúvida sobre o transtorno de bipolaridade? Deixe nos comentários que a Florence te ajuda a entender melhor.