Novo estudo apresenta avanços no diagnóstico de Parkinson.

USP apresenta estudo que aprimora diagnóstico de Parkinson

Recentemente foi divulgado pela Universidade de São Paulo (USP), um estudo que apresenta avanços no diagnóstico da doença de Parkinson, resultado do mestrado do físico-médio Jeam Barbosa, no programa de pós-graduação em Física Aplicada à Medicina e à Biologia, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. O pesquisador utilizou o mapa de susceptibilidade magnética e mapas de relaxometria (ferramenta convencional para qualificar ferro por IRM) para avaliar a região da substância negra e outras regiões do cérebro.

No que consiste a pesquisa?

O estudo aponta que o mapeamento de susceptibilidade magnética, feito por meio de imagem de ressonância magnética (IRM), é mais sensível e específico para quantificar ferro in vivo em pacientes com a doença. Estudos anteriores já haviam apontado que pessoas com Parkinson apresentam maior concentração de ferro na substância negra, área do cérebro responsável pela produção de dopamina – neurotransmissor que atua no controle dos movimentos. Entretanto a quantificação só era possível por meio de amostragem de tecido cerebral de autópsias.

O processo de análise

Durante dois anos, 30 pessoas saudáveis e 20 pacientes diagnosticados com o Mal de Parkinson foram analisados, passando por exames de ressonância magnética. Com a obtenção das imagens que, posteriormente, foram processadas em computador, usando rotinas implementadas pelo Laboratório de Pesquisa INBRAIN. O último passo foi uma comparação estatística entre os valores obtidos nos mapas do grupo e dos pacientes para oito regiões diferentes do cérebro de ambos os hemisférios.

Resultado

“Com o mapa de susceptibilidade, foi possível visualizar maior concentração de ferro no cérebro de um grupo de pacientes com Parkinson quando comparado a um grupo de sujeitos saudáveis. Essa maior concentração estava somente na região da substância negra, a qual é conhecida como a principal região de morte de neurônios dopaminérgicos em pacientes com a doença”, diz.

Segundo Barbosa, embora seja uma técnica relativamente nova no futuro essa ferramenta poderá complementar o diagnóstico de Parkinson, beneficiando inúmeros pacientes. Para ele, “ela também vai possibilitar, em um futuro próximo, avaliar a progressão da doença e possíveis testes terapêuticos em estudos a longo prazo”.

O tratamento ainda caminha a paços lentos, mas o diagnóstico precoce é uma das armas contra a doença, veja no post que falamos mais a respeito das causas e sintomas do Mal de Parkinson e saiba quando está na hora de se preocupar.

Você já conhecia esta técnica, acredita que o estudo dos pesquisadores da USP pode trazer grandes avanços para o tratamento de Parkinson? Deixe sua opinião nos comentários.