O vírus Zika é transmitido pelo mosquito aedes aegypti. A região Nordeste é a mais afetada.
Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP
O vírus Zika é transmitido pelo mosquito aedes aegypti. A região Nordeste é a mais afetada. Foto: CDC-GATHANY/PHANIE/AFP

Zika vírus, devemos nos preocupar?

Embora bem menos agressivo que a dengue, o Zica vírus tem se espalhado pelo Brasil cada vez mais. Os primeiros indícios de sua existência no Brasil foram identificados pela primeira vez no final de abril por pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mas mesmo pouco mais de três meses depois de ser identificada, a doença ainda preocupa devido ao número de casos que vem aumentando no país.

A Febre Zika como também é chamada, é uma infecção causada pelo vírus ZIKV, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya. Segundo o subsecretário da Saúde, Roberto Badaró, o inseto chegou ao Brasil por meio de contêineres de navios.

Transmissão

O vírus é transmitido através da picada do inseto, mas os sintomas só aparecem entre 3 e 12 dias depois do primeiro contato. Porém, recentemente foram descobertas novas possibilidades de transmissão como: perinatal (de mãe para filho), transfusão de sangue e até mesmo via sexual. Devido ao clima tropical do nosso país, a doença tem ganhado força, já que é mais propícia em regiões com temperaturas em torno de 30° a 32° C.

Sintomas

A febre Zika costuma provocar:

  • Febre;
  • Dor de cabeça e atrás dos olhos;
  • Dor nas articulações, mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço;
  • Erupções cutâneas e coceira (podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés);
  • Dor muscular.

 

Sintomas da Febre Zika. Foto: Correio Gráficos

Sintomas da Febre Zika.
Foto: Correio Gráficos

E alguns sintomas mais raros como:

  • Dor abdominal;
  • Diarreia;
  • Constipação;
  • Fotofobia e conjuntivite;
  • Pequenas úlceras na mucosa oral.

 

Tratamento

Até o momento não há vacinas para o tratamento, o recomendado é o uso de analgésicos e antitérmicos para o controle da dor e da febre. Mas assim como na dengue, o uso de ácido acetilsalicílico (aspirina) deve ser evitado devido ao risco de hemorragias.

Mesmo que seja considerado menos agressivo que a dengue, por exemplo, não podemos descuidar ou não dar a devida atenção ao vírus, pois em 2013 alguns casos mais graves já foram registrados na Polinésia francesa, com complicações neurológicas (síndrome de Guillain Barré e meningoencefalite) ou autoimunes (leucopenia, púrpura trombocitopênica).

O fato é que, esse é mais um vírus transmitido pelo Aedes aegypti, velho conhecido dos brasileiros pela transmissão da dengue e da febre amarela, das quais ainda sofremos para eliminar a proliferação no país.

E você caro leitor o que tem achado de mais uma epidemia no nosso país? Será que é só um vírus passageiro e que não representa risco para a sociedade ou será mais um problema difícil de enfrentar no Brasil? Deixe sua resposta nos comentários.